Uma Verdade Inconveniente

Muito tem se falado das catástrofes naturais que se aproximam caso insistirmos no comportamento irresponsável frente às leis naturais do planeta. Soando o terceiro sinal, o filme “uma verdade inconveniente” traz a responsabilidade que todos temos com a vida deste planeta, nos responsabilizando na construção deste cenário catastrófico que se aproxima, caso continuemos a tomar as atitudes que aqui se fizeram através dos anos.
Uma verdade inconveniente, nada mais é do que a verdade que não queremos ver. Nossas atitudes produzem efeitos que agora se fazem notar. Al Gore nos traz em poucas horas a reflexão de uma vida inteira de causa/efeito. O que a população global fez em anos, agora se mostra em perspectivas, números, tendências, imagens, gráficos que nada nos têm a exaltar se não a falta de compromisso com as leis naturais de sustentabilidade.
Produzimos mais produtos, alimentos, objetos de consumo e o compramos na nossa estúpida individualidade sem perceber efeitos macro na produção de lixo, agressão e desestabilidade. Al Gore nos traz uma realidade. Porque o que podemos constatar não são teorias. O que está aí, existe. Verificar através do filme como agredimos o planeta choca qualquer ser com o mínimo de racionalidade e que percebe que as contas não fecham. Ou melhor, nosso balanço está no negativo. Estamos devendo ao planeta respeito, inteligência, conhecimento, habilidade, lógica.
É também intrínseco a nossa ignorância culpar os mercados e governos. Isso porque quem os sustentam são as pessoas. Elas decidem comprar os produtos que fazem esses mercados e é ela quem elege as governanças que aqui estão. Por isso o maior erro é culpar os outros, porque os outros são os vizinhos, os colegas, a família. Ou deixamos a passividade de lado e começamos a mudar o cenário atual ou nosso balanço continuará a ficar no vermelho até que não possamos fazer mais nada a não ser pedir falência.
Autor: Jáder Melilo